E ressurge a alegria...

Balcão de bar.
Espaço onde a gente alterna pensamentos e nossa fuga etílica, esquecendo a realidade fragmentada. Onde se eternizam surgimentos e confirmações de idéias nobres que vão sempre além da noite e rasgam a madrugada. Pequeno universo que nos remete ao centro de nós mesmos. Da velha MPB do LP nos tempos do DVD. Que na rima fácil de um dialeto próprio, vê as diferenças serem apagadas com a “saideira”.
E a velha praça tinha saudades dos tempos de antes. Dos bares de antes.
Tempos memoráveis do “Bar do Zé Maria”, um ícone imortal. Do lendário “Choppão”, divino encontro de gerações. Da “Tenda Árabe”, do “Bar do Chopp”, do “Zanzibar” com sua arquitetura marcante. O “Bar do cine Ópera”, com seu fim trágico.
O “Teclado’s Bar”, da cabeleireira Dê. O popular “Bar do Ponto”, o tradicional “Bar Estrela” e o “Bar Ouro Fino”, ainda com pequenos restos de ares aristocráticos. O triste “Bar Sorriso” e o meteórico “La Veron”.
Hoje, ressurge a praça com seu calçadão contemporâneo e nasce um bar para marcar época, como antigamente. Um bar para reorganizar o encontro, iluminar o histórico, o lirismo adormecido da amizade, das comemorações do campeão de futebol, da festa de São Benedito. Dos antigos carnavais que “fechavam” a rua. Dos blocos que sorriam, da arquitetura que dançava e das vozes que cantavam. Um lugar para alinhavar a história ao sublime, capaz de nos fazer repensar idéias de antes, exaltando a vontade de agora. Geograficamente perto e insuperável, com alegria garantida.
Que sinalize um passado inesquecível para irmos mais longe, nas viagens do sentir e do pensar. Onde possamos destruir espectros de homens comuns, transcendendo o lado humano.
Que registre um tempo de vivência e instale a sintonia exata das horas com a vida.
Dos ponteiros com o tempo, da cerveja com a felicidade.
Sucesso Chico, bem vindo à praça.
Que os espíritos bons e honestos do velho “Casebre” estejam sempre por aí.

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