Postagens

A magnitude da APAE de Aparecida

Imagem
Se existe uma coisa que não me canso de fazer quando estou em casa é ficar olhando pra Larissa. Ela tem esse poder de me desvendar novos “eus”, quando cantarola suas histórias sozinha.Uma motivação incomum que me leva a apreciar diferentes paisagens, sem deixar esse meu lugar de origem. É por isso que eu entendo que a criança autista tem em si uma vocação educativa, um conceito primordial que norteia nossas ações para além de coisas materiais. São essas memórias sensoriais e afetivas os verdadeiros legados dessa experiência que tenho com essa menina, pois, ao termos contato com oque se apresenta diferente, ampliamos nosso repertório sobre a diversidade de comportamento e isso nos faz entender melhor as pessoas ao nosso redor. Está enganado quem pensa que o autista vive “trancado” em seu mundo. Ele é plural. Por inúmeras vezes, um complemento de coisas que nos faltam. Um palco de manifestações lindas e bem mais inteligentes que as nossas. Há poesia em seus gestos. Logo após seu ingres…

Os Fotógrafos das Ruas

Imagem
Embora a profissão de fotógrafo em Aparecida seja antiga, remontando ao ano de 1868, poucos destes profissionais tiveram na história seus nomes homenageados para designar logradouros daqui. Num levantamento realizado em livros, jornais e mapas, além de uma minuciosa busca entre as leis digitalizadas do Site da Câmara Municipal de Aparecida, consegui enumerar 12 nomes de retratistas que nomeiam algumas ruas em nossa cidade. O “photógrapho” Augusto Monteiro, conforme narra a lei Municipal nº 1056 de 1964, decretada e promulgada pelo Prefeito Aristeu Vieira Vilela, empresta seu nome para designar a rua, que até os dias atuais, todos chamam e conhecem como Rua Santos Dumont. Ao longo do tempo, o nome de Augusto Monteiro passou a denominar também o Boulevard atrás da Matriz Basílica, no Centro Velho, que atualmente recebe o nome de Benedicto Moreira César – que já se chamou Euclides de Oliveira Figueiredo. O local se denomina Rua Augusto Monteiro até um certo ponto específico desse “esca…

Perdida no tempo...

Imagem
Uma das maiores buscas em todos os tempos entre historiadores a apreciadores da história aparecidense tem sido a caça a uma imagem perdida no tempo que pudesse mostrar o rosto de um dos mais importantes personagens da Terra da Padroeira do Brasil: Simão Marcelino de Oliveira, mais conhecido por Simão Miné. Conforme narra o saudoso mestre Benedicto Lourenço Barbosa na edição número 53 do Jornal O Lince de outubro de 2013, Simão Marcelino de Oliveira nasceu em Pindamonhangaba aos 06 de agosto de 1852, filho de José Marcelino e Benedita de Oliveira, falecendo aos 70 anos de idade em Aparecida aos 15 de outubro de 1923. Segundo informações colhidas, Simão Miné, pela data de seu nascimento, deve ter sido mais um escravo doado para a Santa Aparecida como era o costume da época. Outro ponto dessa sua história ainda narra que Simão Miné foi um “negro ladino”, que amealhou fortuna vendendo água aos romeiros que vinham de longe rezar aos pés da Santa. Consta que ele foi detentor de muitas terr…

Rua da Saudade

Imagem
Em atas da Câmara de Guaratinguetá do ano de 1843, o então vereador Padre Israel Pereira dos Santos Castro, sugere a “creação de um cemitério na freguesia d’Apparecida”. A Prefeitura de Guaratinguetá compra neste mesmo ano um terreno localizado atrás da igreja velha, na antiga Rua Major Martiniano. Em 1852 o cemitério estava pronto e os sepultamentos deixaram de serem feitos na “Capella” ou em seu pátio. 
Em meados de 1913, a direção da Basílica Velha comunica que pretendia dar outra finalidade ao terreno onde se localizava o cemitério. Os interessados que tivessem parentes ali enterrados deveriam agilizar o transladar dos mesmos para o “cemitério novo”, que já estava em estudos avançados para ser criado.
Era numa tapera quase dentro do cemitério da Rua Major Martiniano que vivia o único coveiro daquele lugar santo, José Alfredo Pereira, popularmente chamado de Zé do Cemitério, que trabalhou por lá desde 1910. As notícias da locomoção do cemitério dali já estavam tirando o sono do velho …

Ensaio para amar...

Imagem
Pareceu que, o sol tinha rompido a janela, devido à quantidade de luz daquele sonho. A manhã vinha absoluta abençoar a alegria de estar ao seu lado. Um perfume pôde driblar as facetas das lembranças e se instalou outra vez, naquele mesmo instante. Eu era um encantado e tinha a nítida certeza de que ficaria assim por um longo tempo... Logo o dia tinha nos tomado por inteiro. A essência de um sentimento também. E ficamos ali, lendo os olhares um do outro, captando as mensagens que aquele silêncio trazia e que era capaz de traduzir nossa cumplicidade. Juntos, voávamos por distâncias incalculáveis e a liberdade de nós era escrita num abraço. Estar ao seu lado, então, já não era mais uma ambição minha.
Era apenas a minha maneira de estar feliz...

Escultor

Imagem
Uma vez, quis ser escultor. Achava magnífico aquilo. Começou então a fazer pequenas esculturas em pedras de sabão. O ofício ia bem até o dia em que esculpiu a forma de uma mulher nua num sabonete. Perdeu as contas de quantos banhos tomou até ela desaparecer...

Dias melhores pra sempre!

Imagem
E já vem de longe a mania de associar o corinthiano às mazelas humanas. O ladrão é corinthiano. O descamisado, sem dentes na boca. O preto, o pobre. São as mais notórias representações do torcedor do Corínthians. A sociedade tende mesmo a excluir o indivíduo, recortando-o a partir das diferenças sociais. “Corinthiano é vagabundo!” “Onde já se viu colocar 32 mil pessoas para assistir um treino?” “Bando de desocupados!” Era sábado. Dia guardado pra descanso como diz a bíblia. E o corinthiano segue acreditando em dias melhores. Sofrendo o diabo em cada esquina, em cada emprego, em cada boteco da vida afora onde a cachaça fica amarga demais pra gente voltar a sorrir. E agora esse tal de Whatsaap... Mas com o passar do tempo, o torcedor corinthiano acabou por incorporar o rótulo de “sofredor” cantando e agradecendo a Deus por isso. A torcida descobriu que o sofrimento tem a astúcia de levar além.
Para o corinthiano uma partida de futebol não começa apenas quando o juiz apita. O jogo do Corin…