Tatu, o Corinthiano!


Antes de relembrar sua jornada neste mundo como um dos maiores e mais fanáticos corinthianos que já conheci, quero externar nessa crônica a importância do Tatu marido, pai, avô e o funcionário público que soube extrair da boemia um lugar raro, onde se podia desfrutar de momentos inesquecíveis. Foi ali na “Toca do Tatu” onde pude presenciar glórias infinitas do time do povo. Embates que culminaram em lágrimas e sorrisos. Um “templo alvinegro”. Da queda para a série B em 2007 ao titulo da Libertadores em 2012, jogo do timão era no bar do Tatu. Com seu jeito todo peculiar, muitas vezes temperamental, tatu era puro “corinthianísmo”. Incorporava esse sentimento de forma austera, mas com uma fidelidade incondicional.
Um dia antes da final no dia 4 de julho, o vi ali na entrada de seu bar. Passei de ônibus e, numa troca de olhares instantânea, nos cumprimentamos serrando os punhos num silêncio que parecia dizer “vai curintia!”
Exatamente quatro dias após a histórica conquista da América, meu velho amigo Tatu foi fazer parte de uma constelação de saudosos corinthianos num plano “além luzes”, traído por seu coração alvinegro. Era um domingo frio, dia de jogo do timão.
De certa forma agora, estamos todos órfãos. O Tatu e seu templo alvinegro podem encerrar uma bela história de fidelidade magnífica entre nós. Insubstituível e inesquecível. Um corinthiano de entranhas indevassáveis que a partir de agora vai guiar nossa alegria lá de cima.

Descanse em paz meu amigo...