Pular para o conteúdo principal

O acesso 3.000


Da primeira postagem deste blog até esta histórica publicação, uma imensidão de textos e artigos sofreram em silêncio particular uma angústia distinta e respeitável em meus dias: como escrever sobre tantos assuntos sem perder o foco da nossa memória?
Isso em mim acabou se transformando numa obsessão que veio tomando forma em jornais que puderam desde 2004 publicar minha literatura.
Acontecimentos surgem a cada instante. Memórias emergem de um passado glorioso aonde estórias e fatos pitorescos, personalidades e temas livres, poesias e revoltas vêm impor seus direitos de publicação nessa página virtual.
Hoje, depois de 3000 acessos, cada postagem desta epopéia, comemora e coroa um esforço que mostrou arrojo em fazer valer a importância do nosso cotidiano. Cada uma delas eliminou o vazio que castrava o desenvolvimento e preservação da memória coletiva do lugar.
Pra mim, será sempre inesquecível o instante em que vi publicado meu primeiro artigo em 2004, época em que eu não tinha nem computador. Artigo escrito a punho que atravessaram um oceano de timidez e receio libertando assim um aprendiz.
E é nome dessa alegria particular, desta festa coletiva mais que justificada que devemos nos alertar que não devemos nos iludir diante da desorganização, amadorismo e banalização que a literatura como um todo vem sofrendo ao longo dos anos com o livre romper da internet.
3000 acessos. Mais de 250 postagens. Estágio devidamente conquistado e celebrado é hora de prosseguir com o trabalho. Aqui, preso em minha pobre literatura, quero agradecer meu seguidores: Rafael Faria, do blog “A hora de Maria”, minha colega Áthila Maia, a primeira a ler minhas postagens, a Denise e o Dimas, Dellal Alvarado, o escritor Wilson Gorj, meu amigo Roberto Souza, Wilson Lázaro, o grande palmeirense Rogério Souza, Ana Cristina e o Reinaldinho. Alguns seguidores deixam apenas seus pseudônimos, caso do “Tribodzn” e “Esperto”.
Pra mim, vale mesmo o registro e o embate que vai brevemente celebrar o acesso 4.000.
E já estamos no acesso 3019...

Um abraço a todos.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O chifre

Por conta de minha filha Larissa estar tendo febre há uns três dias, uma tia de minha esposa, em conversa por telefone, foi sucinta em seu comentário: “Essa menina está assustada ou aguada por alguma coisa”... De fato, em duas idas ao pronto socorro, os pediatras não conseguiram detectar nenhum problema mais grave. Não era garganta, ouvido ou algum dentinho nascendo, o que estava causando estranheza pela febre decorrente. Além de dar o “diagnóstico”, a tia foi logo dizendo o “antídoto” para a cura: chá de hortelã com raspas de chifre de carneiro. Vivi entre as crendices populares típicas de cidades do interior. Convivi com todos os meus avós e minha mãe, nos arautos dos seus 78 anos, ainda prega essa cultura popular de usar plantas e métodos pouco convencionais para curar algum mal. Assim sendo, mesmo cético para algumas coisas na vida, lá fui eu tentar encontrar o tal chifre... Não me aventurei em outro lugar sem antes passar pelo mercadão de Guaratinguetá. A minha intuição estava a…

A Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida

Segundo o relato daquelas humildes pessoas, foram tantos peixes logo conseguido, depois de “aparecida” a imagem, que a canoa ficou cheia. Até ameaçava afundar. Alegraram-se muito com o ocorrido e foram levar o pescado à Câmara Municipal de Santo Antonio de Guaratinguetá, mas primeiro passaram pela casa de Felipe Pedroso e deixaram a preciosa encomenda confiada aos cuidados de Silvana da Rocha, mãe de João, esposa de Domingos e irmã de Felipe. Puseram-na dentro de um baú, enrolada em panos, separada uma parte da outra.
A casa de Silvana foi o primeiro oratório que teve aquela imagem e ficou com ela cerca de nove anos, até 1726, data provável de seu falecimento. Assim tornou-se herdeiro da imagem seu irmão, Felipe Pedroso, o único sobrevivente da milagrosa pescaria.
Sua casa foi o segundo oratório, por seis anos, perto da Ponte do Ribeirão do Sá (proximidade da atual Estação Ferroviária) e também o terceiro, por mais sete anos, na Ponte Alta, para onde se mudara. Em 1739, Felipe Pedroso …

“Heart and Soul”, homenagem ao Nicolau Samahá.

Mesmo mais de trinta anos após sua morte, sempre ouvimos falar de que “Elvis não morreu”. Contudo, Elvis é ainda “o morto que mais vende discos em todo mundo” até hoje. O branco que tinha voz de negro. Elvis deixou este plano no dia 16 de agosto de 1977.
Quando criança, todo dia eu subia à Praça da Igreja Velha pra levar almoço pro meu irmão Roberto Dias que trabalhava no Foto JK. Subia distraído e ficava encantado com os brinquedos dependurados nas portas das muitas lojas que supriam o caminho que levava até à praça. Mas era uma loja em especial que me fazia chegar atrasado ao meu destino: a Loja do Nicolau Samahá. O dia inteiro o ele ficava tocando na vitrola as músicas inesquecíveis do Elvis Presley que me deixavam encantado. Fora isso, as paredes de sua loja eram forradas com pôsteres gigantes do Rei do Rock por todos os cantos. Ele também se fazia parecer muito com o ídolo: Alto, cabelos com topete e costeletas enormes. Camisas chamativas e de golas altas. Parecia o próprio Rei do…