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Mãe, minha Senhora!


É ela.
Alguém que diante de tanta realidade, supre os sonhos e que, diante deles, decifra-nos o apelo imperceptível da vida que busca a incessante conduta de felicidade.
Mãe é aquela que assume a luta de um pai ausente pelo acaso da vida e que dispõe do riso afastando a lágrima mais insistente. Apascenta o humor maleável sustentando todas as vontades cabíveis e impossíveis de quem a redeia. Inspira pelos atos e por simples ações, seja varrendo as nevoas da manhã, remendando na máquina de costura os retalhos de sua velha e vasta sabedoria ou quarando a brancura da vida no varal.
Uma Mãe duplica a atenção diante da existência se tornando avó. Supera seu próprio tempo tornando-se bisavó. Ignora as diferenças, desconhece o que maltrata e não dorme. Mãe simplesmente repousa pensando nos afazeres de amanhã.
Por ser mulher resgata disciplinas gastas pelo próprio uso. Por ser Mãe, desafia códigos mastigados pelo tempo.
E a noite, quando todos dormem, passeia pela casa preocupada com as janelas e portas, zelando pelo nosso lugar. Tapando todas as frestas para que os “ratos” da madrugada não venham revirar nosso convívio.
Mãe difunde-se em orações pelo filho que não veio. Disfarça bela e simples por aquele outro que nem ao menos telefonou. Supera esta distancia cravando sua firmeza na saudade.
Mãe protege como se escondesse da gente que a vida não é algo fácil de enfrentar. Embrenha esta proteção no feijão com arroz feito com carinho e comido com fome de rei, no angú de fubá que sustenta, nas velas acesas que espantam a chuva feia do céu, nas contas do rosário, no brilho dos olhos cansados, mas cheios de esperança. Nos alinhavos que unem o dia a dia sem parar.
Mãe permanece, exalta, comparece. Mãe luta, amamenta e aquece.
Mãe é um ser divinamente mágico que perpetua a glória e a existência da humanidade.
Obrigado Mamãe!

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