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Prisões.

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Aporta a liberdade na volta no giro da chave que tranca e que solta.

Pensamentos.

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A memória busca lá fora reescrever o momento. Trajetória de um tempo infiltrado na história desse sentimento desatento.

Missão.

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Na rebelião da cabeça, voei sem nenhum sentido. Escapei sem deixar rastro. Fugiram-me os sons dos ouvidos. Andei sem rumo definido. Duvidei do profundo gemido. Morri tentando encontrar. Mas deixei a alma seguindo...

Elo.

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Mais próximas da terra, as sandálias, que inconscientes, suavizam meu equilíbrio com o áspero chão que berra.

Poesia de mar.

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Eu era por dentro a profundidade do mar. E era tímido concha por fora. E de tanto rimar a mania de amar, acabei virando o inverso agora. A estática concha o mar levou embora. Quanta rima o amor jogou fora... Mas dentro da concha, do oceano que era solto, prendeu-se o barulho do imenso mar revolto...

Amor primeiro.

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Eu que andava em linha reta por uma régua longa e sem trégua, dei um giro pelo compasso olhos teus. Perdi o esquadro. Transferi a dor para o papel branco que o grafite acinzentou e que tão logo a borracha do teu desprezo apagou. Hoje, brochuras arrancadas foram folhas amassadas. A grafia fria nada mais dizia. As cores desbotaram com o tempo que de longe aponta a dor da saudade que ficou no bojo de um estojo.

Coisas que não se perdem.

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Ela veio pequenina, parte de uma familia de muitos irmãos. Corria o ano de 1937 nos campos da cidade de Lagoinha. Desde muito cedo soube o que era responsabilidade. Tinha de cuidar dos irmãos mais novos enquanto sua mãe labutava na lavoura. Não teve tempo de aprender a ler nem a escrever. Pelos ensinamentos de seu pai aprendeu que Nossa Senhora protegia, mas não conhecia quem Ela era. Levada por ele, certo dia conheceu a Santa na igraja da cidade. Inventou suas orações na esperança de dias melhores sem desvalorizar a vida. Encantou-se com a imagem que também se chamava Maria. Era o encontro da inocência com a divindade. De tanto encanto sua mãe teve que fazer um pequeno “Agnus Dei” e colocar em seu pescoço preso por um barbante dizendo que a partir daquele dia Nossa Senhora ia proteger a pequena sempre. Já morando por estas bandas da terra Aparecida, um dos seus afazeres do dia a dia era quarar e lavar roupas na beira do Ribeirão da Chácara que passava por perto de sua casa. Ali, ela s...