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Utilidade esquecida

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Uma trinca na tranca ruim recria o trabalho da tramela enfim...

Erros.

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A culpa que não nego arrasta a cruz que carrego.

O observador

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O fim do tédio: -Ela na janela do prédio.

Inexorável.

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É devagar que o ponteiro aponta a pressa o tempo inteiro.

Ouvindo vozes...

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Vindo lá do ponto final da Rua Santa Rita, o ônibus da Marrom começa a preencher todos os assentos já na rodoviária. Todo tipo de assunto sucumbe ainda pela cara mal humorada do cobrador e da cara de sono de quase todos. Mas tem sempre algum passageiro engatilhando um assunto que, meu Deus, vai até Guaratinguetá falando sem parar. “O tempo mudou de ontem pra hoje”, “Se continuar assim vai esfriar”. É o que se ouve quando a falta de assunto prevalece. Ao passar pela roleta, duas senhoras questionam entre si “qual o motivo pra passagem ser tão cara”. Sem culpa desse monopólio, o cobrador nada diz e fecha ainda mais a cara diante da passagem tão cara. Logo, uma velha senhora lá na frente emplaca a frase: “Mas porque tanto escândalo por causa de um grampo?” Se ela não lê jornal, nunca vai entender. Um carro de som estridente que vendia seus produtos sem saber que assim afastava os compradores atrapalhou que eu ouvisse o resto da conversa, pois a velha desceu em frente à Santa Casa. Creio q...

O adeus do velho combatente

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O que dignifica a existência de um homem passa sempre pela hombridade de seus gestos. Logo, sua história vai além da sua existência, onde, seu tempo, parece se instalar numa espécie de pacto com os dias. Seu silêncio era na verdade seu mais forte grito. O grito de um homem cansado pela luta da vida e pelas injustiças que ela traz. Mas ele não tombou. Nem pelo cansaço, muito menos pelas históricas injustiças. Resistiu como um herói às batalhas contra os preconceitos, onde as cicatrizes, se arrastaram como testemunhas pelo tempo sem fim. Negro forte na postura transcendente de sua raça. Homem Límpido como a lágrima um dia caída. Ainda muito jovem, a serviço da Pátria, Benedito José de Freitas partiu para os campos da Itália e lutou bravamente pelas Forças Aliadas na Segunda Grande Guerra Mundial como soldado integrante da Força Expedicionária Brasileira e recebeu no curso de seus 93 anos de existência inúmeras condecorações e honrarias. Incansável e benemérito desportista, de amizade sau...

As minúcias de Lúcio Mauro-Noite de autógrafos

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Sexta à noite. Câmara Municipal de Aparecida. No calendário, 15 de julho; no relógio, 19h30; no céu, a grandeza de uma lua cheia. Tinha início o lançamento do livro MINÚCIAS POÉTICAS, do cronista e jornalista Lúcio Mauro Dias, autor de nossa cidade. Da prosa conhecida por muita gente, o escritor voou para a poesia, até então pouco compartilhada com seus leitores. A obra lançada reúne mais de uma centena de pequenos poemas, alguns quase haicais, outros com a leveza e concisão dos poemínimos de Mário Quintana. Um livro belo em conteúdo e aparência. Os convidados chegaram. Verdade que foram poucos, mas todos comprometidos com a literatura do autor: Os poetas Marco Reis, Tonho França e José Benedito da Silva, o “Dico”. Passando pelos historiadores Benedicto Lourenço Barbosa, Luiz Afonso de Freitas e Alexandre Lourenço Barbosa. O fotógrafo Jair Dias, Dr. Carlos Ontiveros, Dr. Francisco de Souza Sales, o popular “Chico Tampa”, Edson Antunes, Claudio Henrique Silva e o comerciante Flávio Proe...